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Geração Xíspsilon – Entre a Geração “X” e “Y”

Article posted on Saturday, January, 29th, 2011 at 2:21 am

Geração Xíspsilon

Nasci em 1979. Alguns teóricos dizem que sou do último ano da geração X e outros dizem que faço parte dos primeiros anos da geração Y, como nos explica a wikipedia. O fato é que eu me sinto parte da geração Xíspsilon. Logo que pensei nesse nome procurei na net pra saber se alguém já tinha escritro isso, mas não encontrei. Bom, além de ter inventado esse termo meio sem sentido pra essa galera que nasceu no buraco negro entre duas gerações que alguns sociólogos inventaram, fiquei intrigado pra saber se outras pessoas que nasceram próximas a mim também tinham rompantes de deslocamento social e crise de identidade digital (existe isso?) como eu. Comecei a conversar com família e amigos e percebi que sim, algumas pessoas tinham estas mesmas encanações, mas não paravam pra pensar nelas, mas eu parei. Tenho estudado um pouco sobre o conceito de Geração Y – minha empresa possui um produto de monitoramento de redes sociais chamado Planeta Y – e na medida em que fui lendo me vi obrigado a ler também sobre a Geração X. Um belo dia chega na minha caixa de e-mails – pra que não sabe, e-mail é uma ferramenta de comunicação muito usada pelas pessoas profissionalmente ativas na década de 90 e início do século 21, antes de existir o twitter – um e-mail com um link para um vídeo chamado “we all want to be young” que me ajudou a entender, de uma forma simples, a diferença entre três gerações: Baby boomers, X e Y. Como a geração Baby boomers e Z não estão no foco deste post, vou continuar minha retórica sobre X, Y e Xíspsilon. A X tinha ídolos famosos, era apaixonada por estereótipos e era muito, muito competitiva. A Y é a primeira geração global (pode-se dizer globalmente pasteurizada?) e que, direcionadas pela internet, as vezes suas identidades transcendem o lugar de onde são. Enquanto a geração X estudava, escolhia uma carreira, entrava para uma empresa e se aposentava nela, a Y tem média de 3 anos (e olhe lá) na mesma empresa, possui múltiplos conhecimentos, quase nunca tão profundos e, pelo excesso de informação que se expõe (por estarem 100% do tempo conectados) estão sempre muito ansiosos. O X está acostumado às estruturas hierárquicas e o pensamento linear, enquanto o Y pensa no formato web, como se fossem pequenos mashups ambulantes e conectados. “Ficar” na geração X era dar uns beijos, na geração Y é transar. Os Millenials (como também é conhecida a galera da geração Y) valorizam coisas diferentes, foram criados de forma diferente, muitos por pais separados ou que trabalhavam muito e pra compensar, os enchiam de “passatempos”. A agenda de um adolescente da geração Y muitas vezes era mais complicada de administrar do que a de um executivo. A geração X, bom, eles gostaram de música de verdade!

Ao olhar para todas estas coisas, e tantas outras que não cabem num único post, percebo que me identifico com algumas características da geração X (ficar pra mim é beijar) e com outras da Y (eu possuo 4 links de conexão com a net: na empresa, em casa, no celular e no iPad) e por este motivo me encontro neste buraco negro intergeração.
Entre estas e tantas outras diferenças e semelhanças, que eu poderia escrever por páginas e mais páginas, volto a focar no meu pequeno dilema: A qual geração pertenço? Xíspsilon!

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